City as a Service

No universo das empresas digitais encontramos alguns serviços categorizados como: SaaS (Software as a Service) e PaaS (Platform as a Service). Fazendo uma analogia com essa terminologia, a prefeitura de Helsinki, capital da Finlândia, lançou uma campanha de marketing denominando-se como a primeira City as a Service (CaaS) do mundo. A cidade possui uma “API” que suporta excelentes serviços de saúde e transporte público, a população é conhecida como “usuários ativos” e o prefeito, anunciado como CEO, explica que a escuridão do inverno e o horizonte plano não são bugs, mas features cuidadosamente consideradas. O objetivo dessa campanha é atrair profissionais de TI para contribuírem com a inovação da região.

A estratégia de Helsinki inspira inovação para outras cidades. Imagine uma Parceria Público-Privada onde prefeituras e empresas possam “destravar funcionalidades” da cidade através de um mix de serviços, voltados para mobilidade urbana, segurança, saúde e lazer. Cada cidade é única e pode oferecer ainda recursos exclusivos. Com isso, captar os dados de uso e transformá-los em informação para gestão pública.

Atualmente muitas empresas de transporte público oferecem cartões pré-pagos, que facilitam o cotidiano dos passageiros, e essa comodidade poderia ser aplicada em muitos outros serviços privados e públicos. Para ilustrar, ao assinar um pacote de serviços da cidade pagando uma assinatura mensal, poderíamos ter do lado do setor público: redução de impostos, Internet wi-fi e câmeras de segurança em todos os lugares, e de acordo com o tipo de plano, acesso a um mix de serviços privados, como: vagas em estacionamentos, transporte, acesso à carros e bicicletas compartilhadas, clubes, atividades de lazer em parques, cinemas, museus e teatros, descontos em farmácias e em outros estabelecimentos credenciados.

Este projeto visa beneficiar a cidade como um todo, tornando-a mais inteligente e conectada, através de serviços já existentes, sem reinventar a roda. Cidadãos podem explorar a cidade de diferentes formas, empresas aumentam seus clientes e prefeituras mantém o foco na gestão. Visando ainda a democratização, uma parte dos lucros pode ser revertida para possibilitar que famílias de baixa renda, credenciadas à programas sociais, possam se beneficiar de tais serviços privados.

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